Um Leve Sonho


Qual a força que o sonho tem nas nossas vidas? Schopenhauer falava em sua obra que o poder do sonho acaba por motivar uma vida inteira... Um sonho... Um desejo... Uma comunhão com o universo, cosmos, deus... Seja qual for a denominação para a força que está acima de nós. Então sonhemos, deixemos que o sonho nos tome conta na tentativa de torná-lo realidade. Pois, na verdade, o sonho se transforma em força pelo pensamento positivo que emanamos de nossas almas, deixamos nus de coisas ruins e vestidos com a carapaça alegre da verdade. Pensamento positivo não faz mal a ninguém. Pensemos. Reflitamos sobre nossas atitudes.
Tenho um sonho, de ser perfeito. Hum.. Isso é um sonho impossível. Mas, a busca pelo perfeito deve ser constante. Um professor perfeito. Impossível. Um ator perfeito. Impossível. Nada disso é possível... O que é possível então? Fazer o nosso melhor. Há pouquíssimo tempo cometi um erro grave com uma pessoa que gosto e sonhei desfazer... Não desfiz, porém aprendi com meu erro e não porque houve pessoas que me jogaram na cara esse erro, me olharam com desprezo, de forma excludente, não... não foram eles que me educaram. O perdão me educou, as desculpas me educaram... pelo amor... quem tem um sonho de educar “batendo” mesmo que moralmente, graficamente. Perde. Pois assim não educa, magoa.
Então perdoemos, sonhemos, compreendamos o que nos cerca sempre com amor nas nossas atitudes. Amar é o verbo mais sublime, mais perfeito e digno de todos, até dos mais indignos. Amemos mais, rancores menos.
Quando voltarmos um olhar no outro, passemos amor e tranqüilidade mais do rancor e desprezo... ninguém é digno de desprezar o diferente.

Amo o amor de quem ama e não é amado buscando o amor que no outrem não se encontra.

Laerte Pedroso.

Férias


Pessoas vão e vem... Todo o instante isso acontece nas nossas vidas. Mas sempre devemos nos perguntar o que acrescentamos na vida de cada uma delas... os que elas nos acrescentaram. E o que dizer sobre a vida de professor? Com disciplina semestral. Cada semestre que passa aparecem duzentas, trezentas pessoas diferentes nas nossas vidas. Cada uma delas extremamente diferente e devemos dar a mesma atenção (às vezes diferenciada) para tornarmos homogêneos. IMPOSSIVEL. Impossível a homogeneidade entre tantas pessoas diferentes. Marcar uma a uma. Deixar lições de vida e principalmente recebê-las. Esse semestre recebi milhões de lições de vida e aprendi mais do que ensinei. Agradeço a todos os meus queridos alunos que com certeza não passaram em vão na minha vida esse semestre. Beijos a todos e boas férias!!!!

Seis goles d'água


Sim, apenas seis são suficientes para resolvermos qualquer problema.

Veja bem: sabe aqueles dias escaldantes? Repletos de afazeres?

Experimente seis goles de água! Pronto, de repente lá se vão os problemas, todos.

Seis goles de água, uma solução. Não acreditou ainda? Pois bem, faça o teste. Dia

chato, teu patrão te enchendo e você louco para falar aquilo tudo que sempre quis e

que, com certeza, lhe custaria o emprego. Beba seis goles, nada a mais nada a menos.

Pronto, esfriou! Ah! Mas claro que meu distinto leitor é uma pessoa inteligente E

ESTÁ se perguntando: mas e no inverno? Isso não adiantaria!. Bom, desconsiderando ao

fato de que sou nordestino e que minha terra jamais passa frio, poderia concordar.

Mas, esse bravo escritor não pode deixar de tentar vencer a luta aqui imposta por

ele (mim) mesmo. A regra continua se aplicando. Ah! Surpreso? Pois é. A regra

continua se aplicando (só preciso ver como, já que fui pego de surpresa por mim

mesmo, portanto, enrolo enquanto tento arrumar uma resposta plausível). Pronto!

Descobri. Você chega a casa, em pleno frio de agosto. Depara-se com sua mulher no

sofá (só não digo na cama porque é o lugar em que os casais amantes menos fazem sexo

hoje em dia) com outro homem (prefiro aqui utilizar o gênero masculino embora as

estatisticas afirmem que as relações entre mulheres estão crescendo e nesse caso

isso acabaria em bacanal). Você saca a sua arma (sim, você tem uma arma) e atira!

Boom! Mata o amante. Boom! Mata a esposa. Boom! Mata o gato dela, já que não quer

ter nenhuma lembrança dessa vagabunda e o gato lhe dava alergia. Você acaba de tirar

três vidas. Se tivesse me escutado, ou melhor, lido, essa história teria um final

diferente! Você entraria em casa, encontraria sua mulher com outro no sofá, com gato

ao lado. Em vez de puxar a arma, você correria até a cozinha fazendo o máximo de

barulho possível, encheria um copo de água e toma seis goles, tempo suficiente para

o amante colocar as calças e sair correndo junto com a sua mulher, mãe dos seus

filhos pela porta levando o gato. Você se desespera, pois, o gato era a única

lembrança que teria dela, mesmo que ele lhe proporcionasse alergia. Sua vida estaria

acabada, corno, com filhos para criar, no inverno, porém pouparia algumas vidas.

Viu? Com seis goles de água, o mundo seria outro.